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domingo, 4 de abril de 2010

É tramado...

...isto de "termos" que manter o anonimato, não é?
Afinal de contas, que culpa temos nós de ter tido este problema? Calhou-nos a nós como podia ter calhado a qualquer mulher no mundo!
Mas é mais forte do que nós a vergonha...
Mas sabem que mais? Às vezes tenho é muito orgulho de mim e de tudo o que enfrentei sem desistir e apetece-me gritar para o mundo que sou uma grande mulher pelo sucesso da minha batalha (peço desculpa pela falta de modéstia mas é que é mesmo assim, chega de sermos as maiores inimigas de nós próprias)!! Nós não somos um lixo como eu achei que era tantas vezes. Nós, que lutamos para ultrapassar este pesadelo, somos muito mais fortes do que alguma vez pensamos!

P.S. Isto veio a propósito de mais um comentário anónimo que recebi hoje e que me faz sempre sentir uma grande impotência quando quero falar com essas pessoas e não posso, e o que me resta é torcer para que elas cá voltem na esperança que eu tenho respondido ao comentário...meninas que fazem comentários anónimos em desespero, eu respondo SEMPRE!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eles...

Venho partilhar da tristeza (se é que posso chamá-la assim) da minha amiga Amor Perfeito por os nossos blogs andarem tão mortinhos ultimamente...e para confirmar se vocês continuam aí (ou se andam mesmo longe) queria pedir a vossa opinião na resposta a esta pergunta:
Será que a mulher vagínica tem uma divida eterna de gratidão para com o homem que foi seu companheiro durante anos, sem nunca a ter traído, e que esperou por ela até que ela, finalmente, se curasse ou, pelo contrário, eles não são nenhuns "super-homens", tendo apenas cumprido o seu "dever" (de ser um companheiro fiel), porque além do mais o amor é muito mais do que sexo?
E, por outro lado, será que o homem que trai a mulher vagínica por esse único motivo ou que acaba o relacionamento por causa disso, é má pessoa?
Confesso que me inclino mais para admirar o homem que espera... Traição não consigo engolir bem...mas desistir da relação também não me parece a pior atitude do mundo...afinal de contas quantas vezes nós já quisemos desistir desta luta contra o vaginismo?? A diferença é que nós não temos para onde fugir...eles têem...
O maior problema nisto tudo ainda está no facto de os homens, regra geral, não nos incentivarem a procurar ajuda nem tentarem nos ajudar (pelo menos o meu foi assim, demasiado cobarde sequer para tocar no assunto, sempre foi um tabu absoluto!). E aí sim torna-se mais grave o facto de virarem as costas.
Duvido muito que alguma relação que envolva uma mulher vagínica nunca tenha tido crises sérias por esse motivo, ou que o homem nunca tenha ponderado ir à sua vidinha...na minha relação aconteceu as duas coisas. A segunda ele nunca me confessou abertamente, mas houve uma altura em que ele perdeu, do nada, o interesse em mim. E a relação foi esfriando cada vez mais. Até que, depois de eu muito insistir, ele confessou que achava que já não me amava...meninas, doeu como uma faca no coração!! Doeu muito!! E, nessa altura, sem eu fazer ainda a mínima ideia que tinha um problema chamado vaginismo, prometi a mim mesma que iamos tentar mais vezes a penetração (deixámos de tentar uns meses depois da primeira tentativa falhada) e que eu ia conseguir! Nem é preciso vos dizer que nem tentativas de penetração houve, quanto mais alguma conquista. Isto foi com 7 anos de relacionamento.
Mas, confesso-vos, uma coisa que sempre me intrigou foi o facto de eu ver mil e um relacionamentos à minha volta a acabarem, por todos os motivos e mais algum, e o meu ia aguentando, apesar das várias crises. Mesmo sem o "verdadeiro" sexo, nós fomos nos aguentando...umas alturas mais firmes, outras nem tanto. E confesso também que quando estávamos em fases más eu tremia só de pensar em ficar sem ele, porque achava que se não me curasse com ele nunca mais ia encontrar alguém que aceitasse a minha condição (eu sei que isto soa a amor interesseiro, mas acreditem que não é, só que era mais forte do que eu esse pavor!). Nessa altura eu também não fazia ideia que, afinal, nós não precisamos de um homem para nos curarmos, por mais estranho que tal pudesse soar ao início.
Quando contei à minha mãe do meu problema, elogiei o F. Ela chegou a dizer que quando há amor é natural que seja assim. Mas eu disse-lhe que não era bem assim. Uma das minhas grandes amigas que sabiam da minha história, disse-me categoricamente que, por mais que tivesse certeza do amor do companheiro por ela, achava que ele não esperaria por ela. Sei de uma história que se conta na minha terra de um casal novo que namora há séculos e que "não fazem sexo" (foi assim que me contaram, com um ar muito escandalizado...) e ela é a única que não sabe que tem um belo par de cornos...
Isto tudo para dizer que, dada a peculiaridade da espécie masculina, tenho que confessar que, por mais defeitos que o F. tenha (e tem vários, como aliás toda a gente!), não consigo deixar de admirá-lo por ter esperado por mim, sem nunca me ter traído (chame-me ingénua quem quiser, mas até prova em contrário eu acredito piamente no que acabei de dizer!). E dou graças a Deus por ter aparecido este homem na minha vida. Se um dia nós nos separarmos, aí eu vou ter certeza absoluta que Deus o colocou na minha vida por dois motivos em especial: para me dar a conhecer uma pessoa que, apesar de às vezes não ser o melhor namorado do mundo, é um ser humano que eu admiro imenso (e isto vai muito mais para além do facto de ele ter esperado por mim) e que não quero perder nunca nem que seja como amigo, e para me ajudar a curar o vaginismo. Porque eu precisava de alguém como ele.
Por isso, a ti, meu amor, que mesmo sabendo da existência deste blog nunca passas por aqui, e mesmo sabendo que não vais ler este texto (aliás, se alguma das meninas chegar ao fim deste testamento já é uma vitória para mim :p), o meu obrigado por me teres ajudado. Não activamente, é verdade, muitas vezes ainda mais cobarde do que eu, também é verdade, com momentos em que não acreditaste que eu um dia iria conseguir, eu sei que isso também é verdade, mas esperaste!E isso eu tenho que te agradecer. A minha primeira vez não podia ter sido com uma pessoa melhor! Obrigada por isso. Amo-te.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Fazer ou não fazer terapia (e algumas dicas)

Depois deste post recebo um e-mail de um terapeuta sexual qualquer a me mandar passear...mas tem que ser. É a vida (é por estas e por outras que a minha psicóloga nunca vai saber da existência deste blog, pelo menos no que depender de mim, claro está!)!
Vocês são testemunhas de como eu vos tenho tentado "enfiar" a todas em terapia...é ou não é verdade?? Se alguém discordar que se acuse (mas adianto desde já que estará a mentir portanto não vale a pena :p)!!
E não se assustem, não vou dizer que fui enganada pela minha terapeuta nem que terapia faz mal, nada disso!
Mas como qualquer profissão os senhores terapeutas também devem gostar de fazer o seu dinheirinho, e deve ser chato ver os pacientes a sair do consultório felizes da vida com a cura para não voltar a meter lá os pés, o que me leva a achar que alguns parece que gostam de fazer render o peixe...
É verdade que somos muitas mulheres com vaginismo, muitas mais do que já qualquer uma de nós já pensou um dia (sou capaz de apostar que toda a mulher que ler este post começou por achar que era única no mundo...mais uma vez quem não estiver de acordo que se acuse...). Mas também é verdade que a maioria não faz terapia, pelo que não me parece que o consultório deles esteja sempre cheio de gente (bem sei que há mais problemas sexuais para além do vaginismo, mas não vejo muito mais razões para uma mulher consultar um terapeuta deste género...).
Esta lenga-lenga toda para dizer que mudei a minha opinião, não baseada na minha experiência, porque como vocês sabem já estou curada há uns meses e sempre pensei de maneira diferente, mas passei a acreditar verdadeiramente que a cura é possível sem terapia. Provavelmente não tinha dito ainda isto com todas as letras às mulheres que não estavam a fazer terapia mas agora penso assim. Porquê?
Então porque um dos mails que recebi há pouco tempo e de que vos falei ontem foi de uma mulher que, efectivamente, fez os exercícios sozinha e acabou por conseguir. Mas atenção, há que seguir certas regras, e ela seguiu-as direitinho!!
Ou seja, esteve muito tempo a inserir os amiguinhos de vários tamanhos TODOS OS DIAS!! Eu tenho vos dito isto nos mails que vos escrevo, é tentar sempre!! Nada de intervalos! A cada dia que passa sem tentarmos metemos na cabeça que vai ficar mais difícil...é ou não é verdade?
E sabem que mais?? A primeira vez em que ela conseguiu com o parceiro NÃO lhe doeu!!Porquê? Também já disse isto a muitas de vocês por e-mail e acho que já escrevi aqui também...e não é muito dificil perceber...se os amiguinhos maiores têm praticamente o tamanho de um pénis normal, e se só as primeiras relações sexuais de uma mulher é que doem, se vocês fizerem várias vezes (muitas!) com amiguinhos primeiro, não tem como doer quando tentarem com o parceiro! A não ser que ainda esteja qualquer coisa mal na nossa cabecinha que precise de ser mais trabalhado...mas nessa altura da evolução não me parece (haverá excepções provavelmente, mas penso que poucas).
Quando comecei a terapia só pensava, cheia de terror, no momento em que a minha médica me ia mandar, efectivamente, tentar a penetração...PÂNICO!! TERROR!! NÃO QUERO!! Vou fugir da terapia e é já antes que seja tarde!!!
Não meninas!! Vocês vão MESMO se sentir preparadas, JURO! É uma questão matemática, então se o amiguinho já entrou tantas vezes com facilidade, porque é que não vai entrar uma coisa exactamente do mesmo tamanho? Resposta: vai entrar a "coisa" do mesmo tamanho!!!
Claro que há que ter em conta todos os "pormenores" que eu disse!! E, mais, a posição também é importante na hora de conseguir ou não conseguir com o parceiro!
Não sei se isto é geral, mas pelo menos comigo aconteceu e com mais uma pessoa com quem falei, e ao que a minha terapeuta me explicou é mais ou menos geral...é que nós, vagínicas, somos pessoas que gostam de ter o controlo das situações (é mau de se ouvir não é? parece que somos umas mandonas do pior :p), e isso também se reflecte na relação sexual e, por esse motivo, a coisa pode não funcionar muito bem nas primeiras vezes se ele ficar por cima! É verdade, pode parecer estranho, mas é mesmo assim! Não foi só na primeira vez, foram nas primeiras vezes em que já conseguiamos a penetração, ao início quando começávamos com ele por cima eu não descontraía totalmente, mas mal ele se sentava e eu ia para cima aquilo entrava! E para verem como está tudo na nossa cabecinha, se depois de fazer um pedacinho por cima depois mudássemos de posição para ficar ele por cima, já funcionava...porque o cérebro já tinha enviado a mensagem à amiguinha "ok, podes relaxar completamente que ela já conseguiu da outra maneira" :p! É tramada a nossa cabecinha...se é!
Bem meninas, acho que já foi informação a mais no mesmo post! Mas resumindo e concluindo, eu, K., não me teria curado nunca sem a minha terapeuta, mas quando eu a procurei nunca tinha consultado sites nem blogs de vaginismo (atenção que não estou para aqui armada em terapeuta, mas claro que ouvirmos sobre a experiência das outras pessoas ajuda!). Por isso acho que é melhor, para quem possa pagar e para quem veja, efectivamente, que o seu terapeuta parece fiável, que é sempre melhor fazer terapia. Mas para quem não consiga por algum motivo em especial, acho que seguindo os passinhos direitinhos também deve resultar. A partir do momento que conseguirem inserir qualquer coisa, nem que seja um cotonete, vocês pelo menos já conseguem se convencer que não são fechadas (como todas também já pensámos que eramos) e aí é uma questão de treino com objectos cada vez mais largos.
P.S. Dani, você também me serviu de inspiração, e muito para este post, porque acho que o seu terapeuta já devia estar bem mais avançado com a sua terapia, ainda mais quando você começou a terapia a conseguir que o seu marido entrasse um pouquinho...ele tem que saber mesmo que você já estava preparada para muito mais do que ele pensa (ou melhor, para o que ele lhe queria fazer acreditar) para ver se não faz perder tanto tempo às pessoas...não acha?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Meninas,
A cada dia que passa emociono-me mais com as vossas histórias e sinto-me mais próxima de vocês!
Hoje recebi um mail de uma pessoa que já não me escrevia há quase três meses, e que me escreveu para dizer que conseguiu uma penetração completa pela primeira vez...fiquei MUITO feliz!!! Agora estou ansiosa para receber um mail dela daqui a pouco tempo a me dizer que está grávida :)!
Depois fui ao blog da Dani e aquilo por aqueles lados também anda uma alegria bem contagiosa :p!!
Mas depois há os outros mails, os que deixam um nó na garganta e que me trazem à memória todo o sofrimento que passei...acreditem ou não, acabou de me dar um arrepio quando escrevi esta frase!! É mau meninas, é muito mau, mas tem cura, para praticamente todas as pessoas! E nós não somos piores que ninguém! Eu achava que era, sempre fui pessimista ao máximo, mas superei-me a mim própria! E isso sabe muito bem!

Todos os anos, em datas importantes, eu fazia-me a mesma pergunta...será que para o ano nesta altura já estou curada?? Sempre que rezava pedia a Deus para me ajudar na cura... Quantas vezes me revoltei com a injustiça de saber de tantas raparigas da minha escola que, bem novinhas, já andavam a ter sexo com uns e outros (nada de prejorativo nesta frase, atenção!) e eu só conseguia pensar "porquê eu, que amo tanto o meu namorado e que tenho um namoro tão sério e tão bonito, porquê este castigo?? Quantas vezes, apesar de ainda ser bastante nova, pensei que ia ficar sozinha para sempre porque nenhum homem me ia querer dessa maneira?? E, pior, quantas vezes pensei que não ia poder ter filhos???

Acreditem ou não (e eu não sou mesmo nada dada a superstições) mas há um jogo (completamente infundado, diga-se de passagem) que se faz com uma agulha e uma linha para vermos quantos filhos vamos ter...como é óbvio não passa de uma brincadeira tonta mas as pessoas lá vão fazendo e dizendo que aquilo resulta... e eu senti uma alegria (parva, é verdade) quando a porcaria da agulha se mexeu de maneira a que eu, supostamente, iria ter três filhos homens (quero meninas :(!!!!). Sim, fiz o jogo e chegou a me ocorrer "afinal se calhar até vou me curar um dia, quem sabe, se vou conseguir ter filhos...provavelmente acabei de perder toda a credibilidade que as minhas leitoras depositaram em mim durante estes últimos tempos...desespero, ao que tu levas meu Deus!
Eu sei que sou insistente neste assunto, e que este não é o primeiro post sobre este assunto e provavelmente não será o último. Mas é que eu faço mesmo questão de repetir que eu, um ser humano dentro dos padrões da normalidade (ok, nem sempre, mas vamos considerar que sim :p), depois de cinco anos de sofrimento (quatro de pura ignorância, um de pura cobardia) à espera que o problema se resolvesse sozinho, e de alguns meses de terapia e muitos exercícios, curei-me!
Mas é tramado, meninas, se é...pensar que não conseguimos fazer uma das coisas aparentemente mais fáceis (e, pior, melhores!) à face da Terra...ninguém merece! A sério! É que ninguém merece mesmo!
Ah, lembrei-me de mais um pensamento (surreal!!!) que eu cheguei a ter algumas vezes (mais uma vez chamo atenção para o facto de que a frase que se segue não tem nada de discriminatório, pura e simplesmente sou uma pessoa com a sua orientação sexual bem definida e ela inclina-se para o sexo oposto...)! Cheguei a achar que se eu não conseguia penetração de maneira nenhuma, se calhar eu deveria era ponderar ser lésbica...juro que pensei isto! Eu, que nunca me interessei nem um pouquinho de nada por mulheres, cheguei a pensar que se isto não funcionava de maneira nenhuma se calhar eu só poderia dar realização sexual a uma mulher...enfim! É o desespero no seu auge, sem dúvida!
Bem, isto tudo para dizer, mais uma vez, que há cura para todas! E para vos agradecer a realização que me fazem sentir quando escrevo para vocês, aqui ou através do mail. Bendita a hora que tive a ideia de fazer este blog! Eu posso dizer que o meu problema com o vaginismo teve um lado positivo, que foi o de poder dar força a quem está mais atrasada do que eu no caminho para a cura...e isso é muito muito gratificante, a sério que é!
Obrigada a vocês todas!

domingo, 21 de março de 2010

As primeiras visitantes que também já se curaram!!

Meninas,
Para vocês que com certeza não andam a ver se recebi comentários em posts mais antigos, deixem-me que vos diga que esta semana, pela primeira vez, recebi o comentário de uma mulher que tb já se curou como eu (vejam os últimos comentários ao post de 15 de Fevereiro se tiverem curiosidade) e acabei de receber um comentário de uma pessoa (desculpe a impessoalidade do termo mas como não sei nada sobre você não sei como me referir a si) que achava que eu não tinha publicado o comentário dela só porque ela tb já se tinha curado...Deus me livre fazer isso meninas!! Eu quero é que venham aqui dizer que já estão curadas, para vos dar mais força ainda!! E se alguma vez um comentário vosso não for publicado é porque aconteceu alguma coisa de anormal, porque todos os comentários neste blog até agora são publicados automaticamente sem eu ter que aceitar sequer.
Bom, este post era só para eu ficar descansada e para vos dizer que há mais mulheres curadas como eu para vos dar ânimo na vossa cura!!Nós somos reais meninas, e vocês tb vão passar para este "lado" daqui a nada!
Beijos a todas!!

sábado, 20 de março de 2010

Pequenas grandes conquistas

Meninas,
Recebi o mail de uma amiga a falar da introdução do cotonete, que acho que nunca tinha falado aqui, isto porque eu não passei por essa fase, mas acho que é uma óptima maneira de começar para as que estejam mais receosas e, principalmente, para quem não esteja a ser acompanhada por um terapeuta. Porque não?
Depois disso, eu acho que o tampão/ob é mais fácil do que o dedo, mas nenhum dos dois é fácil meninas. Eu não pus o tampão à primeira, nem à segunda, nem à quinta vez. É preciso insistência, persistência, e nada de desânimos, porque um dia ele vai começar a entrar um bocadinho, na próxima vez ele vai entrar vai um pouquinho, e quando derem por vocês ele já está todo colocado. Mas se calhar eu também demorei tanto tempo a conseguir o tampão porque só tentava "naqueles" dias do mês, e sem lubrificante e, pior, com tampões sem aplicador, é um milhão de vezes mais difícil, não façam isso, mesmo que achem que é mais fácil porque parece que não fica tão grosso sem aplicador (mas isso acho que já vos tinha contado).
Quando a minha amiga falou na alegria que é conseguirmos, pela primeira vez, pôr uma coisa tão pequena quanto aquela dentro de nós...lembrei-me do dia em que passei a acreditar que eu, afinal, tinha um espacinho qualquer lá dentro, que afinal aquilo não era uma parede fechada...
Eu ainda não sabia que o meu problema se chamava vaginismo e que não era única no mundo.Foi com o tubinho (mínimo, quase ainda mais fino e mais curto que um cotonete) do anestésico (atenção, nada de comprarem nada disto que não tem efeito absolutamente nenhum em vagínicas!!) que a ginecologista me receitou para me resolver o problema de não conseguir ter penetração...quando aquele tubinho microscópico entrou dentro de mim eu fiz uma festa!! Lembro-me que estava no meu quarto com o meu namorado e contei-lhe, toda entusiasmada...na altura levei um balde de água fria em cima, porque ele saíu-se com uma do género "uma rapariga da tua idade nem sequer conhece o seu corpo"...pois é verdade, eu não conhecia mesmo!
Meninas, às vezes são as pequenas conquistas as que sabem melhor...a primeira vez que conseguimos introduzir alguma coisa, seja o que for, que nos faz acreditar que, tratando-se de umas paredes com tanta elasticidade, que daí a uns tempos vai mesmo entrar um pénis, porque o mais difícil para nós, no início, é mesmo acreditar que qualquer coisa, seja o que for, cabe lá dentro...não é mesmo?
Bom fim de semana a todas!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Queria só dizer que respondi aos comentários que me deixaram ontem em posts mais antigos (caso as respectivas autoras voltem aqui ao blog podem ir lá ler :)) e tb no post de ontem, e prometo que vou tentar voltar logo com mais novidades!

P.S. Meninas, já recebi a primeira resposta aos currículos que mandei! Torçam por mim (já estou começando a entrar em pânico...sou sempre tão adulta nestas coisas...grrr!!)!!