Meninas, decidi responder à pergunta da Dani quanto ao meu último post num post para todas lerem.
Confesso que não disse como é que a menina se curou de propósito, porque fico sempre meia reticente de vos dizer que podemos alançar a cura sem terapia. Mas foi isso que aconteceu com mais esta menina. Que conseguiu se curar em dois meses (olha que maravilha!!). A única coisa que eu fiz foi dar as indicações que tenho dado para todas vocês, de fazer os exercícios gradualmente com objectos cada vez mais largos. Eu não sei se o facto de a menina estudar psicologia a ajudou a se curar mais rápido, vocês acham que pode ajudar? A verdade é que foi bem rápido.
Mas meninas, queria só deixar aqui claro que, apesar de, efectivamente, ser possível a cura sem terapia, acho que, regra geral, é bem mais difícil e pode levar muito mais tempo, pelo que aconselho quem tenha possibilidade (e cuidado com aquelas desculpas que dão a vocês próprias para não fazerem terapia!!) que faça sempre terapia. Até porque há a parte psicológica que convém ficar resolvida, sob pena de mais tarde podermos voltar a ter problemas (mas esta última parte é uma mera suposição minha, não se assustem!).
sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Mais uma cura
Amigas,
Troquei e-mails durante uns tempos com uma amiga com vaginismo. Ela fez os exercícios direitinhos e, esta semana, conseguiu a penetração!
Mais uma vitória! Mais uma esperança para todas vocês!
A força de vontade é meio caminho. A outra metade do caminho é feita pela persistência com os exercícios.
E dessa forma todas vão conseguir!
Beijos grandes para todas
Troquei e-mails durante uns tempos com uma amiga com vaginismo. Ela fez os exercícios direitinhos e, esta semana, conseguiu a penetração!
Mais uma vitória! Mais uma esperança para todas vocês!
A força de vontade é meio caminho. A outra metade do caminho é feita pela persistência com os exercícios.
E dessa forma todas vão conseguir!
Beijos grandes para todas
sábado, 22 de maio de 2010
A todos os meus leitores e leitoras,
Queria só vos dizer que não desapareci (como dizem os brasileiros, não sumi não, viu :p?).
Ando só com falta de ideias para posts mas se tiverem sugestões eu aceito e até agradeço. Qualquer dúvida que tenham e que achem que pode ser útil a mais alguém, desde que eu saiba responder vocês já sabem que eu faço tudo o que pode para vos ajudar (espero).
Beijos grandes a todos
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O verdadeiro fim
Lembram-se que eu disse, faz hoje duas semanas, que só iria à terapia daí a duas semanas, depois daí a um mês e depois passados três meses?
Fui lá hoje contar como correram estas duas semanas.
Eu estava receosa de começar a sentir falta da terapia só por saber que ia deixar de ir.
Não senti, mas tenho receio que isso tenho acontecido porque eu sabia que ainda tinha a consulta de hoje marcada, e então parecia que ainda não tinha acabado de verdade, sabem?
E então hoje fui lá. Não tinha muitas novidades para contar. Falámos menos de meia hora até. E ela no fim disse para marcarmos só para daí a três meses, com certeza pelo facto de eu ter dito que a ideia de deixar de ir às consultas não me tinha perturbado durante estas duas semanas.
Julgo que quando a consulta acabou eu ainda não tinha caído bem em mim que aquilo acabou mesmo. Agradeci-lhe por tudo. Não fui muito entusiasta, mas isso foi porque durante todo o tempo ela sempre se mostrou uma pessoa muito calma e mantendo uma certa distância, daí eu não ficar muito à vontade para exteriorizar muita sentimentalidade (parece estranho dizer isto quando estou a falar de consultas de psicologia mas é verdade, foi mesmo assim). Quando nos despedimentos ela aproximou-se para me dar dois beijinhos. Confesso que não estava à espera.
Agora à tarde, quando estava a regressar para casa, de carro (ainda soa muito estranho esta parte...), começou a dar uma música toda lamechas e eu, parada no semáforo, cai em mim nesse momento. Acabou. Estou mesmo por minha conta. Depois de um ano e meio. Ui, até me arrepiei!
Desculpem esta lamechice toda, mas hoje estou em retrospecção. Eu volto dentro de pouco tempo recuperada do choque, prometo =)!
E não se preocupem que continuo por aqui para vos ajudar em tudo o que precisarem. Já sem terapeuta. Mas sempre com a minha experiência, que é o que vos interessa.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Confesso, achei a ideia do msn muito boa, mas há dois pormenores que provavelmente não tive em conta.
Um deles é o de que a maioria de vocês é brasileira, e aqui em Portugal são 4 horas mais tarde do que pelo menos grande parte do Brasil (do tamanho que é, penso que devem existir horas diferentes dentro do próprio país...corrijam-me se eu estiver errada) e eu costumo entrar no msn mais à noite, e vocês também, provavelmente, só que devem entrar mais tarde do que eu, devido à diferença horária, e acabamos nos desencontrando muito, não é verdade meninas?
O outro pormenor é o seguinte: por mais que eu tenha um carinho especial por todas vocês (que tenho mesmo, e acho que transmito isso sempre que falo com cada uma, mais por e-mail do que por msn), a verdade é que as nossas histórias são todas muito parecidas, e nesta altura do campeonato a minha lista de contactos já tem para cima de 30 endereços, e é impossível eu saber todas as vossas histórias de cor (sei melhor as das que me escrevem com mais frequência) e os e-mails antigos ajudam-me muito a relembrar os pormenores específicos de cada uma de vocês...coisa que o msn não permite! Pelo que pedia às meninas que, mesmo assim, preferirem conversar no msn, que tenham alguma paciência em aguardar que eu um dia apareça (é preciso tirar algum tempo para ter uma conversa minimamente decente sobre este assunto) num horário compatível para as duas mas, mesmo assim, que me escrevam primeiro um e-mail contando a vossa história e em que situação é que estão, para eu ficar com a "cabulazinha" e, quando falar com vocês, já estar mais inteirada do vosso caso. E digam-me que gostavam de falar comigo no msn também.
Por tudo isto, confesso, prefiro continuar a trocar e-mails com vocês (as que estiverem interessadas nisso, claro), mas para quem quiser falar com outras meninas no msn com o mesmo problema enviem-me o vosso e-mail e autorizem-me a divulgá-lo às outras meninas que tiverem a mesma vontade, se quiserem também trocar confidências umas com as outras. Afinal de contas, estamos todas a lutar pelos mesmos objectivos, não é verdade?
E, por último, peço desculpas por estar a demorar mais a vos responder aos e-mails ultimamente, mas é que cada vez recebo mais e não é fácil responder a todos com rapidez, mas eu não vos abandono, prometo, ok meninas?
Beijão para todas e lutem sempre, contando com a minha ajuda para o que for preciso!
domingo, 2 de maio de 2010
"De alguma forma, eu sempre senti que não seria capaz de fazer sexo"
Estava a ler sobre um livro que me foi indicado pela Dani sobre uma mulher que teve vaginismo e fala um pouco de tudo, desde as origens do problema aos sentimentos por que as mulheres passam, aos tipos de tratamento que se fazem (uns adequados, outros nem por isso) e à cura (pelo que diz no site tem depoimentos de várias mulheres).
Adorava ler esse livro!
Mas o que me chamou mais atenção no texto foi a parte em que a autora diz "“De alguma forma, ainda criança, eu sempre senti que não seria capaz de fazer sexo”.
Vocês não sentem/sentiram o mesmo? É que mal li essa frase pensei logo "eu também, completamente!!". E, mais "engraçado", isso também sempre aconteceu comigo em relação a conduzir. Apesar de, graças a Deus, nunca ter tido nenhum acidente de viação que me lembre (muito menos grave), desde há muitos anos que de vez em quando tenho pesadelos em que estou a conduzir e de repente não consigo controlar o carro. E sempre tinha a ideia estúpida que um carro nas minhas mãos não funcionaria.
E em relação ao sexo, apesar de não ter pesadelos sobre o tema, eu fui para a minha suposta primeira vez praticamente com a certeza que não ia conseguir.
É estranho isso, não é? Também vos aconteceu?
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Novidades da terapia semanal
Antes de mais, acho que estou (pelo menos) oficialmente curada no que toca à condução.
A médica já me tinha dito que esta semana era para eu arranjar um endereço qualquer onde nunca tivesse ido mas numa zona que conhecesse minimamente (claro).
Sabem, mais uma vez foi daquelas coisas que eu só fiz porque foi com a terapeuta. Porque não me apetecia mesmo nada fazer. Porque estava bastante ansiosa. Porque estava sol e queria ir para a praia com o meu namorado. Porque pensei "eu já estou curada, que seca, não me apetece ir fazer isto". Mas tinha consulta marcada, tive que ir.
E porque é que eu estou pelo menos oficialmente curada? Porque fui (mais ou menos...) obrigada a fazer a rotunda do Marquês de Pombal (para as meninas brasileiras, é a rotunda maior e mais temida pelos condutores da minha categoria, com cinco filas),e não é que consegui?? É verdade!
E isto funciona exactamente como o vaginismo. Primeiro porque basta passar uma vez num lugar que eu nunca tinha passado antes que já o desmistifico e a partir daí passo a fazê-lo, ainda com algum medo, mas vou fazendo e aos poucos torna-se um lugar seguro. E depois porque apesar de eu neste momento estar curada, não sou ainda propriamente um Colin Mcrae (é piloto de Fórmula 1 não é? nem sei se se chama assim, mas vocês percebem a ideia :p) e ainda tenho medos. Mas já não evito. E, tal como no vaginismo, vou continuar a treinar aos poucos, até ao dia em que já não me vai custar absolutamente nada e só vou retirar a parte boa de conduzir.
Quanto àquela história da tricolo qualquer coisa (aquilo de arrancar os cabelos), tenho boas notícias. Eu não sofro disso, porque isso consiste mesmo em agarrar nos cabelos, um por um, e puxá-los mesmo com força para arrancar. Eu não faço isso. Puxo e dá-me prazer se vier cabelo (é um facto, tenho vergonha de dizer mas é um facto, e daqui a uns meses também vai deixar de ser, espero!), mas não arranco daquela maneira. Aliás, não era capaz. Isso deve doer!!
E então quanto a puxar o cabelo a dica é consciencializar-me de quando estou a fazê-lo, e quando isso acontecer tento imobilizar as mãos durante um tempo, ou ocupá-las com um objecto qualquer, ou se o meu fiscal (mais conhecido por namorado :p) estiver por perto agarra-me na mão gentilmente e dá-me um abraço (isto porque as pessoas não precisam saber que estão perante uma obcecada em puxar o cabelo, right?). E não é preciso continuar na terapia por causa disso =).
A médica perguntou-me quais eram os meus objectivos agora na terapia. Eu disse-lhe que, sinceramente, já me sinto uma pessoa "normal", e acho que consigo lidar sozinha daqui para a frente com os problemas que tenho (até porque não vou ser propriamente jogada no mundo sozinha, tenho família e amigos!!). Então agora, para não ser uma separação dura (cisto de ter uma relação de quase dois anos com a psicóloga é mais do que duram muitos namoros e cria alguma dependência, a verdade é essa!!) vou voltar ao consultório daqui a duas semanas, depois daí a um mês, depois daí a três meses e então, aí, estarei definitivamente "largada" nesse mundo cruel por minha conta e risco.
Parece-me bem. Acho que já está na hora. Foi bom enquanto durou, mas agora há que pôr um ponto final na nossa história (:p). Acho que estou pronta para continuar o caminho pelos meus próprios passos, sem muletas. Já sou grandinha, já faço sexo, já conduzo...acho que sim, que já faço tudo o que as pessoas crescidas fazem, por isso tenho que ter vida de pessoa crescida. Não é verdade?
Parece-me bem. Acho que já está na hora. Foi bom enquanto durou, mas agora há que pôr um ponto final na nossa história (:p). Acho que estou pronta para continuar o caminho pelos meus próprios passos, sem muletas. Já sou grandinha, já faço sexo, já conduzo...acho que sim, que já faço tudo o que as pessoas crescidas fazem, por isso tenho que ter vida de pessoa crescida. Não é verdade?
Beijos para todas (das mais recente condutora oficial de Lisboa...que está com medo de levar o carro hoje para a faculdade porque o namorado foi passar o fds fora e se alguma coisa correr mal ele está a 200km de distância, mas que VAI levar a porcaria do carro, ai vai sim senhora!!)
P.S. Ontem atendi o telefone ao meu pai quando estava a conduzir, pela segunda vez esta semana, só para dizer que não podia falar porque estava a conduzir. E ele ficou tão orgulhoso (eu sei que foi por isso) que praticamente gritou um "ADORO-TE" que o que queria verdadeiramente dizer era "estou tão orgulhoso da minha menina!". E estas coisas sabem sempre bem aos ouvidos! Sabem ou não sabem?
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