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terça-feira, 9 de abril de 2013

Dois anos depois

Aqui estou eu, para vos dar novidades e para vos deixar umas palavrinhas.
Antes de mais tenho que vos dizer que faz já algum tempo que deixei de conseguir responder aos e-mails que me mandam. Acreditem que são muitos (é arrepiante saber que há tanta gente com este problema), e a maioria deles perguntam coisas que eu escrevi aqui no blogue.
Meninas: dicas sobre exercícios, sobre como encarar o problema, tudo o que eu considero útil para o tratamento está escrito aqui, neste blogue. Percam algum tempo a lê-lo, pode ser que vos ajude a ganhar forças na busca da cura.

Quanto à minha vida pessoal, já não estou com a pessoa com quem me curei do vaginismo. A estranha verdade é que parece que o que nos mantia juntos nos últimos meses (anos?) era o vaginismo. Poucos meses depois de eu me ter curado percebemos que não dava mais. No entanto mantemos uma amizade bonita.
Há uns meses atrás encontrei o meu príncipe - the one -e correu tudo bem. Temos uma vida sexual completamente normal e muito satisfatória. E, na maior parte dos dias, eu já nem penso que um dia tive vaginismo.
É possível, meninas. Só que depende de vocês! É proibido conformarem-se com o problema. Ele tem cura, e uma cura bem mais fácil do que alguma vez possam ter imaginado. Procurem ajuda profissional, é a forma mais eficaz de conseguirem.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Meninas, de há seis meses para cá que a minha vida não está mesmo nada fácil. Não estou bem. E queria pedir desculpas a todas por não responder aos e-mails. Não é nenhum problema físico, é mesmo a minha cabeça e o coração que já tiveram dias melhores. Não tenho tido forças. Desculpem. Vou-me esforçar, mas neste momento não consigo prometer nada. 
Força para todas!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Meninas,
Tenho muitos muitos e-mails para responder, de há muito tempo, não tenho conseguido responder mas prometo que ninguém vai ficar sem resposta. Estou a me esforçar por pôr tudo em dia. Esperem pela resposta que ela vai chegar logo logo. 


Beijos a todas

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Novidades

Queria que soubessem que continuo deste lado, embora sem muito tempo disponível. Continuo respondendo aos e-mails demorando mais tempo do que gostava mas aguardem que eu respondo sempre.


Queria dizer-vos também que superei mais um grande obstáculo na minha vida. Consegui ultrapassar o fim do meu namoro de 10 anos, com aquele que foi o meu parceiro nesta luta. Passados quase 4 meses, sinto-me muito melhor e cheia de forças para voltar a ser feliz.


Quanto à parte sexual, confesso que com o fim do namoro voltaram algumas inseguranças. Não tenho relações sexuais desde que terminei o meu namoro e tenho que admitir que há um minhoquinha assim pequenina na minha cabeça que de vez em quando me atormenta com a ideia de, quando eu tiver outro parceiro, posso não conseguir ter sexo normalmente, outra vez. 
Mas logo depois apercebo-me de que não é um pensamento racional e que vai correr tudo bem. O problema estava em mim, eu estou curada, portanto não vai acontecer com mais ninguém. De qualquer forma voltei a exercitar uma vez com um amiguinho, só para confirmar que continuava tudo certo lá para dentro e posso confirmar: não mudou nada.

Beijos a todas e continuem firmes na luta, nunca desistam que o nosso problema tem cura, e não é tão difícil como parece. Palavra de quem já se curou.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Desculpem

Tenho lido os vossos e-mails mas ando tão em baixo que nem sempre tenho forças para responder.
Estou a ultrapassar, sem dúvida, o momento mais difícil da minha vida até hoje (pior ainda que a decepção de anos de não conseguir fazer sexo normalmente), e às vezes pensar neste assunto e me esforçar em vos dar ânimo não é fácil. Por isso espero que compreendam a minha demora em responder aos e-mails. A resposta pode tardar mas vai chegar.
Beijos a todas

domingo, 11 de julho de 2010

Faz hoje um ano

Que eu consegui vencer a minha luta contra o vaginismo.
Lembro-me, com saudade, desse dia tão feliz, agora que estou longe do meu amor para comemorar esta alegria com ele.
Meninas, nunca desistam da vossa luta porque no dia em que conseguirem ultrapassar este obstáculo vão sentir-se imensamente realizadas e orgulhosas de vocês próprias. É uma vitória deliciosa, que todas vão conquistar. Basta querer.
Beijos a todas

domingo, 27 de junho de 2010

O verdadeiro dia em que eu consegui

Com o meu relacionamento mesmo a dar as últimas, com o coração muito apertado e num sofrimento sem fim, venho aqui vos contar do dia em que consegui, verdadeiramente, a primeira penetração. Isto porque os próximos meses ainda vão ser muito mais dolorosos do que estes dias já estão sendo, e não sei quando volto a conseguir escrever aqui no blogue sobre este tema em particular (mas vou continuar por aqui e a responder aos vossos e-mails, não se preocupem).
E então é agora. Tem que ser. Vocês merecem.
Quem quiser relembrar a primeira vez em que tentei e só consegui metade pode ver neste post.

Mas então, depois da primeira tentativa com o "verdadeiro", e depois de só conseguir metade, não insistimos mais, parámos e na próxima semana eu continuei a exercitar com o amiguinho maior, sem desanimar nunca. A verdade é que, mesmo só tendo conseguido metade e tendo doído, eu não desanimei mesmo, nem deixei de acreditar que ia conseguir por um segundo. Claro que fiquei um pouco triste, isso é natural, mas continuei a acreditar sempre. Porque quando entra um amiguinho do tamanho dum pénis normal, TEM que entrar o verdadeiro. Certo? É assim que temos que pensar porque é essa a verdade.

E então, depois de uma semana mais ou menos de exercícios, eu ganhei mais confiança e consegui, no dia 11 de Julho de 2009, a primeira penetração completa. Doeu um pouco, claro, mas nada de insuportável.
Quando acabámos de fazer amor eu chorei de alegria. Foi das maiores alegrias da minha vida, sem dúvida! Nunca vou esquecer esse dia. Foi sem dúvida o dia da minha maior vitória até hoje. Eu consegui, meninas, Nós conseguimos. Todas nós conseguimos!

Isto aconteceu ao início da tarde. Depois fui ter com as minhas amigas, iamos ao shopping, depois jantar todas juntas e sair à noite. Nem sei vos explicar como é que me senti nesse dia. Não para de me olhar ao espelho e pensar "eu, K., consegui. Eu já não sou virgem" (qual adolescente - homem, claro, que as mulheres nestas coisas são diferentes - em êxtase). E senti-me muito muito especial.
Acima de tudo, senti um grande orgulho em mim, porque ultrapassei um obstáculo gigante na minha vida.
Espero que este post não sirva para entristecer ninguém mas, pelo contrário, dar força a todas para continuares a lutar pea vossa cura, como eu lutei. E venci!

sábado, 12 de junho de 2010

Só para saberem que continuo por aqui e para vos dar uma palavrinha de ânimo (e correndo o risco de ser repetitiva), aqui estou eu.
Quando pensarem que não vos apetece fazer os exercícios, e mesmo que achem que têm uma justificação bastante válida para isso (a maioria delas não passam de desculpas cobardes, a verdade é essa e vocês sabem disso) pensem que no dia seguinte ainda vai custar mais, e no depois do seguinte ainda mais, e assim sucessivamente.
Há duas semanas mais ou menos eu já estava a pegar no carro e conduzir quase sem ficar nervosa. Parei uma semana (uma semana só!!) e quando voltei a pegar nele já estava super nervosa.

Cada dia que passa sem praticarmos é mais um bocadinho de insegurança que se cria dentro de nós, que só vai dificultar as coisas.
O truque é fazermos um compromisso connosco próprias e tornar os exercícios, que temos que fazer em prol da nossa cura, rotinas diárias, obrigatórias (tais como comer, tomar banho, etc). Sem isso é muito mais difícil conseguir.
Acreditem em mim que eu sei bem do que falo.
Força meninas!

sábado, 29 de maio de 2010

Meninas, decidi responder à pergunta da Dani quanto ao meu último post num post para todas lerem.
Confesso que não disse como é que a menina se curou de propósito, porque fico sempre meia reticente de vos dizer que podemos alançar a cura sem terapia. Mas foi isso que aconteceu com mais esta menina. Que conseguiu se curar em dois meses (olha que maravilha!!). A única coisa que eu fiz foi dar as indicações que tenho dado para todas vocês, de fazer os exercícios gradualmente com objectos cada vez mais largos. Eu não sei se o facto de a menina estudar psicologia a ajudou a se curar mais rápido, vocês acham que pode ajudar? A verdade é que foi bem rápido.

Mas meninas, queria só deixar aqui claro que, apesar de, efectivamente, ser possível a cura sem terapia, acho que, regra geral, é bem mais difícil e pode levar muito mais tempo, pelo que aconselho quem tenha possibilidade (e cuidado com aquelas desculpas que dão a vocês próprias para não fazerem terapia!!) que faça sempre terapia. Até porque há a parte psicológica que convém ficar resolvida, sob pena de mais tarde podermos voltar a ter problemas (mas esta última parte é uma mera suposição minha, não se assustem!).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mais uma cura

Amigas,
Troquei e-mails durante uns tempos com uma amiga com vaginismo. Ela fez os exercícios direitinhos e, esta semana, conseguiu a penetração!
Mais uma vitória! Mais uma esperança para todas vocês!
A força de vontade é meio caminho. A outra metade do caminho é feita pela persistência com os exercícios.
E dessa forma todas vão conseguir!
Beijos grandes para todas

sábado, 22 de maio de 2010

A todos os meus leitores e leitoras,
Queria só vos dizer que não desapareci (como dizem os brasileiros, não sumi não, viu :p?).
Ando só com falta de ideias para posts mas se tiverem sugestões eu aceito e até agradeço. Qualquer dúvida que tenham e que achem que pode ser útil a mais alguém, desde que eu saiba responder vocês já sabem que eu faço tudo o que pode para vos ajudar (espero).
Beijos grandes a todos

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O verdadeiro fim

Lembram-se que eu disse, faz hoje duas semanas, que só iria à terapia daí a duas semanas, depois daí a um mês e depois passados três meses?
Fui lá hoje contar como correram estas duas semanas.

Eu estava receosa de começar a sentir falta da terapia só por saber que ia deixar de ir.
Não senti, mas tenho receio que isso tenho acontecido porque eu sabia que ainda tinha a consulta de hoje marcada, e então parecia que ainda não tinha acabado de verdade, sabem?
E então hoje fui lá. Não tinha muitas novidades para contar. Falámos menos de meia hora até. E ela no fim disse para marcarmos só para daí a três meses, com certeza pelo facto de eu ter dito que a ideia de deixar de ir às consultas não me tinha perturbado durante estas duas semanas.

Julgo que quando a consulta acabou eu ainda não tinha caído bem em mim que aquilo acabou mesmo. Agradeci-lhe por tudo. Não fui muito entusiasta, mas isso foi porque durante todo o tempo ela sempre se mostrou uma pessoa muito calma e mantendo uma certa distância, daí eu não ficar muito à vontade para exteriorizar muita sentimentalidade (parece estranho dizer isto quando estou a falar de consultas de psicologia mas é verdade, foi mesmo assim). Quando nos despedimentos ela aproximou-se para me dar dois beijinhos. Confesso que não estava à espera.

Agora à tarde, quando estava a regressar para casa, de carro (ainda soa muito estranho esta parte...), começou a dar uma música toda lamechas e eu, parada no semáforo, cai em mim nesse momento. Acabou. Estou mesmo por minha conta. Depois de um ano e meio. Ui, até me arrepiei!

Desculpem esta lamechice toda, mas hoje estou em retrospecção. Eu volto dentro de pouco tempo recuperada do choque, prometo =)!
E não se preocupem que continuo por aqui para vos ajudar em tudo o que precisarem. Já sem terapeuta. Mas sempre com a minha experiência, que é o que vos interessa.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Confesso, achei a ideia do msn muito boa, mas há dois pormenores que provavelmente não tive em conta.
Um deles é o de que a maioria de vocês é brasileira, e aqui em Portugal são 4 horas mais tarde do que pelo menos grande parte do Brasil (do tamanho que é, penso que devem existir horas diferentes dentro do próprio país...corrijam-me se eu estiver errada) e eu costumo entrar no msn mais à noite, e vocês também, provavelmente, só que devem entrar mais tarde do que eu, devido à diferença horária, e acabamos nos desencontrando muito, não é verdade meninas?

O outro pormenor é o seguinte: por mais que eu tenha um carinho especial por todas vocês (que tenho mesmo, e acho que transmito isso sempre que falo com cada uma, mais por e-mail do que por msn), a verdade é que as nossas histórias são todas muito parecidas, e nesta altura do campeonato a minha lista de contactos já tem para cima de 30 endereços, e é impossível eu saber todas as vossas histórias de cor (sei melhor as das que me escrevem com  mais frequência) e os e-mails antigos ajudam-me muito a relembrar os pormenores específicos de cada uma de vocês...coisa que o msn não permite! Pelo que pedia às meninas que, mesmo assim, preferirem conversar no msn, que tenham alguma paciência em aguardar que eu um dia apareça (é preciso tirar algum tempo para ter uma conversa minimamente decente sobre este assunto) num horário compatível para as duas mas, mesmo assim, que me escrevam primeiro um e-mail contando a vossa história e em que situação é que estão, para eu ficar com a "cabulazinha" e, quando falar com vocês, já estar mais inteirada do vosso caso. E digam-me que gostavam de falar comigo no msn também.
Por tudo isto, confesso, prefiro continuar a trocar e-mails com vocês (as que estiverem interessadas nisso, claro), mas para quem quiser falar com outras meninas no msn com o mesmo problema enviem-me o vosso e-mail e autorizem-me a divulgá-lo às outras meninas que tiverem a mesma vontade, se quiserem também trocar confidências umas com as outras. Afinal de contas, estamos todas a lutar pelos mesmos objectivos, não é verdade?

E, por último, peço desculpas por estar a demorar mais a vos responder aos e-mails ultimamente, mas é que cada vez recebo mais e não é fácil responder a todos com rapidez, mas eu não vos abandono, prometo, ok meninas?

Beijão para todas e lutem sempre, contando com a minha ajuda para o que for preciso!

domingo, 2 de maio de 2010

"De alguma forma, eu sempre senti que não seria capaz de fazer sexo"

Estava a ler sobre um livro que me foi indicado pela Dani sobre uma mulher que teve vaginismo e fala um pouco de tudo, desde as origens do problema aos sentimentos por que as mulheres passam, aos tipos de tratamento que se fazem (uns adequados, outros nem por isso) e à cura (pelo que diz no site tem depoimentos de várias mulheres).
Adorava ler esse livro!
Mas o que me chamou mais atenção no texto foi a parte em que a autora diz "“De alguma forma, ainda criança, eu sempre senti que não seria capaz de fazer sexo”.
Vocês não sentem/sentiram o mesmo? É que mal li essa frase pensei logo "eu também, completamente!!". E, mais "engraçado", isso também sempre aconteceu comigo em relação a conduzir. Apesar de, graças a Deus, nunca ter tido nenhum acidente de viação que me lembre (muito menos grave), desde há muitos anos que de vez em quando tenho pesadelos em que estou a conduzir e de repente não consigo controlar o carro. E sempre tinha a ideia estúpida que um carro nas minhas mãos não funcionaria.
E em relação ao sexo, apesar de não ter pesadelos sobre o tema, eu fui para a minha suposta primeira vez praticamente com a certeza que não ia conseguir.
É estranho isso, não é? Também vos aconteceu?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Novidades da terapia semanal

Antes de mais, acho que estou (pelo menos) oficialmente curada no que toca à condução.
A médica já me tinha dito que esta semana era para eu arranjar um endereço qualquer onde nunca tivesse ido mas numa zona que conhecesse minimamente (claro).
Sabem, mais uma vez foi daquelas coisas que eu só fiz porque foi com a terapeuta. Porque não me apetecia mesmo nada fazer. Porque estava bastante ansiosa. Porque estava sol e queria ir para a praia com o meu namorado. Porque pensei "eu já estou curada, que seca, não me apetece ir fazer isto". Mas tinha consulta marcada, tive que ir.
E porque é que eu estou pelo menos oficialmente curada? Porque fui (mais ou menos...) obrigada a fazer a rotunda do Marquês de Pombal (para as meninas brasileiras, é a rotunda maior e mais temida pelos condutores da minha categoria, com cinco filas),e não é que consegui?? É verdade!

E isto funciona exactamente como o vaginismo. Primeiro porque basta passar uma vez num lugar que eu nunca tinha passado antes que já o desmistifico e a partir daí passo a fazê-lo, ainda com algum medo, mas vou fazendo e aos poucos torna-se um lugar seguro. E depois porque apesar de eu neste momento estar curada, não sou ainda propriamente um Colin Mcrae (é piloto de Fórmula 1 não é? nem sei se se chama assim, mas vocês percebem a ideia :p) e ainda tenho medos. Mas já não evito. E, tal como no vaginismo, vou continuar a treinar aos poucos, até ao dia em que já não me vai custar absolutamente nada e só vou retirar a parte boa de conduzir.

Quanto àquela história da tricolo qualquer coisa (aquilo de arrancar os cabelos), tenho boas notícias. Eu não sofro disso, porque isso consiste mesmo em agarrar nos cabelos, um por um, e puxá-los mesmo com força para arrancar. Eu não faço isso. Puxo e dá-me prazer se vier cabelo (é um facto, tenho vergonha de dizer mas é um facto, e daqui a uns meses também vai deixar de ser, espero!), mas não arranco daquela maneira. Aliás, não era capaz. Isso deve doer!!
E então quanto a puxar o cabelo a dica é consciencializar-me de quando estou a fazê-lo, e quando isso acontecer tento imobilizar as mãos durante um tempo, ou ocupá-las com um objecto qualquer, ou se o meu fiscal (mais conhecido por namorado :p) estiver por perto agarra-me na mão gentilmente e dá-me um abraço (isto porque as pessoas não precisam saber que estão perante uma obcecada em puxar o cabelo, right?). E não é preciso continuar na terapia por causa disso =).

A médica perguntou-me quais eram os meus objectivos agora na terapia. Eu disse-lhe que, sinceramente, já me sinto uma pessoa "normal", e acho que consigo lidar sozinha daqui para a frente com os problemas que tenho (até porque não vou ser propriamente jogada no mundo sozinha, tenho família e amigos!!). Então agora, para não ser uma separação dura (cisto de ter uma relação de quase dois anos com a psicóloga é mais do que duram muitos namoros e cria alguma dependência, a verdade é essa!!) vou voltar ao consultório daqui a duas semanas, depois daí a um mês, depois daí a três meses e então, aí, estarei definitivamente "largada" nesse mundo cruel por minha conta e risco.
Parece-me bem. Acho que já está na hora. Foi bom enquanto durou, mas agora há que pôr um ponto final na nossa história (:p). Acho que estou pronta para continuar o caminho pelos meus próprios passos, sem muletas. Já sou grandinha, já faço sexo, já conduzo...acho que sim, que já faço tudo o que as pessoas crescidas fazem, por isso tenho que ter vida de pessoa crescida. Não é verdade?
Beijos para todas (das mais recente condutora oficial de Lisboa...que está com medo de levar o carro hoje para a faculdade porque o namorado foi passar o fds fora e se alguma coisa correr mal ele está a 200km de distância, mas que VAI levar a porcaria do carro, ai vai sim senhora!!)

P.S. Ontem atendi o telefone ao meu pai quando estava a conduzir, pela segunda vez esta semana, só para dizer que não podia falar porque estava a conduzir. E ele ficou tão orgulhoso (eu sei que foi por isso) que praticamente gritou um "ADORO-TE" que o que queria verdadeiramente dizer era "estou tão orgulhoso da minha menina!". E estas coisas sabem sempre bem aos ouvidos! Sabem ou não sabem?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Estou triste!

Bom, e já que a greve dos transportes não me deixou sair de casa , aqui estou eu...tudo bem que ontem foi a primeira vez que, finalmente, consegui levar o carro sozinha para a faculdade (iupi!!) mas também não me vou aventurar logo no segundo dia a sair em hora de ponta quando TODA a gente vai levar o carro hoje para o trabalho...era da maneira que recuperava o trauma todo e tinha que voltar ao início!
E agora perguntam-me vocês "porque é que estás triste?". Ora bem, porque isto de cada vez que se resolve um problema aparentemente insolúvel se descobrir outros que vão aparecendo em catadupa (acabei de ver esta palavra no programa "bom português" e apeteceu-me usá-la :p) não está com nada...
Caramba, eu já achava mesmo que estava a ficar uma pessoa normal...qual quê?? Quando é que eu me convenço que isso NÃO vai acontecer??
Na semana passada a minha terapeuta disse-me (ainda não vos tinha contado) que depois de fazermos um exercício específico com o carro (eu vou escolher três endereços aleatoriamente, procurá-los no google estabelecendo pontos de referência, e vou ter que conduzir até eles...é o último dia da terapia com o carro), eu estaria "dispensada" da terapia, um ano e sete meses depois!! E eu fiquei toda contente porque, para além de, desde Outubro, estar a ir lá TODAS as semanas (o tratamento do vaginismo era só de 15 em 15 dias), e a cada duas semanas ter duas consultas seguidas (uma a conduzir, outra de psicologia normal), confesso que acho que as consultas de psicologia (no consultório, não as da condução) já não fazem muito sentido...não tenho nada de especial para contar, aparentemente a minha vidinha está bem normal, pelo menos acho que se assemelha à de qualquer ser humano comum (tudo bem, ainda estou com algum medo de começar a trabalhar, mas isso passa!), e aqueles 50 minutos custam a passar. Quando eram as consultas do vaginismo eu pensava sempre no fim "oh...já acabou??", porque estava super ansiosa mesmo para me tratar, e para esse problema eu precisava, efectivamente (ou devia dizer antes aparentemente?), das consultas de psicologia.
E o problema a que me refiro é o de puxar o cabelo...porque entretanto uma das meninas que lê este blog estuda psicologia e deu-me a conhecer que isto é um problema com nome (mais um que eu não fazia ideia e achava-ME única!! também já era hora de parar de pensar que tenho algum tipo de exclusividade neste mundo, raio de pessimismo!!) - já agora chama-se tricotilomania (iupi, finalmente aprendi a fazer isto das hiperligações :p) para as mais curiosas - e acabei de ler na net algumas coisas que me arrepiaram um bocadinho...para já porque tenho praticamente todos os sintomas (só não COMO os meus cabelos...que HORROR!!!ah, também não arranco pêlos púbicos nem nada do género...mas quem sou eu para julgar alguém...)), e depois porque diz que pode levar a calvície...MEDO!!!
E agora vou pedir a vossa opinião, porque vou ter amanhã supostamente a última consulta (se é que percebi bem) e agora não sei se fico caladinha e tento resolver isto por mim, pedindo ajuda às pessoas próximas (considerando que tenho este problema praticamente desde que nasci, sempre soube que não faz bem mas sempre foi mais forte que eu, e inclusive o meu pai está sempre a me dizer para largar o cabelo...), ou se isto só se cura com tratamento psicológico e lá vou ter eu que ficar mais uns mesinhos na terapia...é que não me apetecia MESMO nada!! Logo agora que achava que ia ficar livre...ninguém merece!! Help meninas, please!! O QUE É QUE EU FAÇO??

P.S. Desculpem este post tão chato!! Mas preciso da vossa opinião!!
P.S.1. Mais uma vez relembro às meninas que tenham indicações (boas, claro!) de terapeutas e ainda não as tenham dado que vos peço o favor de publicarem um comentário no seguinte post (agora que aprendi a fazer isto não páro :p) ou de me enviar um e-mail com essas indicações. É muito importante mesmo. Cada vez recebo mais e-mails a pedir ajuda e gostava muito de poder dar boas indicações, para além de palavras de carinho.

domingo, 25 de abril de 2010

A primeira tentativa com o "verdadeiro"

Não foi nada fácil o último mês antes de eu conseguir a penetração...primeiro tive uma amiga que ficou cá em casa durante algumas semanas (problemas pessoais), pelo que a minha vida sexual com o meu namorado era praticamente nula. Além disso, era a minha época de exames da faculdade. E a cereja no topo do bolo foi a visita dos meus sogros cá a casa na semana em que comprei o amiguinho n.º 2 e que fiz questão de usar todos os dias...tinha que esperar que eles fossem se deitar, feita criminosa, e ir sorrateiramente com o meu saquinho preto para a casa de banho (menos mal que são discretos os sacos das sex shop :p), porta trancada, e lá ia eu para a banheira... Estão a imaginar se um deles abria a porta e dava com a futura nora de vibrador enfiado lá para dentro da amiguinha :p? Seria uma daquelas cenas de filmes do género "Isto não é o que parece"...e eles acreditariam logo que eu estava a praticar exercícios porque, coitada de mim, nunca tinha posto o material do filho deles na dita cuja...pois claro que sim!! Agora talvez vocês estejam pensando "caramba, também podias ter esperado uns diazinhos para não correres tantos riscos"...NÃO!! Vocês vão sentir o mesmo que eu, quando estiverem a uma unhinha negra da cura...porque nessa altura vocês estão com a confiança em vocês próprias como nunca a tiveram, e já sentem, efectivamente, que conseguem!! O que não deixa de gerar atitudes precipitadas algumas vezes, é um facto (já perceberão melhor o que digo dentro de segundos).

Então agora querem saber se eu consegui a penetração com o meu namorado à primeira não é verdade?? Este é o momento pelo qual algumas de vocês já esperam há meses. Pois é meninas, acabou o suspense (ou pelo menos uma parte dele, porque eu começo a escrever e acabo por fazer posts tão grandes que tenho que acabá-los mais cedo do que queria para vocês não se cansarem de ler tanto duma vez).
Só mais uma coisinha antes :p. Têm que saber antes em que estado estava a minha terapia nesse momento. Então, a terapeuta sabia que eu já estava a exercitar com o amiguinho n.º 2 e eu já lhe tinha dito que achava que já estava preparada para o "verdadeiro amiguinho" (coitadinho...que foi injustamente considerado de inimigo durante tantos anos...) mas ela pôs-me um travaozinho e deu aquela ideia de passarmos a fazer os exercícios com os amiguinhos a dois, ou seja, de ser ele a inseri-los em mim, estando eu de costas, e quando ele achasse que aquilo por aqueles lados estava receptivo..."atacaria" de verdade :p.

Confesso, não tive paciência para isso, além do que essa posição não é propriamente das mais fáceis no início...
A posição em que tentei pela primeira vez a penetração (a primeira pós-terapia, antes era sempre com ele por cima e vocês já sabem o resto) foi sentando-me em cima dele, virada para ele. Não sei se é mais fácil só para mim. Mas nas primeiras vezes, durante alguns meses, eu não conseguia começar com ele por cima. Tinha que começar eu a dominar a coisa e então depois podíamos trocar de papéis...ainda hoje, depois de nove meses, costuma acontecer assim, porque é mais fácil para mim. Mas não se assustem, eu já tenho uma penetração super normal, só que prefiro começar por cima para ter mais segurança, é isso!
Mas também vos digo que aquela coisa de parecer que entra tipo hímen, mesmo para quem já pratica há séculos, é uma treta! Há que fazer com jeitinho, é preco "encaixar" as peças uma na outra, com calminha.

E quanto à resposta À pergunta...só entrou metade na primeira vez =(. Mas nós não insistimos muito, porque eu não queria ficar desiludida (claro que fiquei um bocadinho!!) e regredir no tratamento. Tentámos, entrou metade com alguma dificuldade, e então decidimos parar e tentar numa próxima vez. Nada de desesperos, já entrou mais do que alguma vez tinha entrado! Nem tudo era mau!
Depois disso ele ficou um pouco reticente e já não acreditou tão facilmente quando eu disse que me sentia preparada SIM para tentar outra vez (depois de exercitar com o amiguinho n.º 2 mais uns dias - poucos). Mas não percam as cenas dos próximos capítulos, que estão para breve :p...prometo!!!
Beijos meninas!!

P.S. São mails como o que recebi a noite passada (estou a falar de você, F., a quem ainda não respondi mas vou fazê-lo logo) que me dão vontade de vir escrever para todas vocês. Não copio para aqui a última parte do e-mail porque não pedi autorização, mas recebi dos elogios e agradecimentos mais bonitos de sempre. E é por pessoas como vocês que eu dou graças a Deus todos os dias por ter criado este blogue. Obrigada por me deixarem ajudar-vos no que posso. Cada vez gosto mais de fazê-lo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

As vantagens da terapia (sim, mais!!)

Hoje vou ter a minha hora de terapia semanal. Sim, já estou curada do vaginismo há 9 meses (já podia ter um bébé nos braços =)!!) mas continuo a lá ir. Acho que foi porque decidimos implicitamente, no início da terapia, que eu tinha vários problemas causados pela ansiedade e que deviamos tratá-los a todos, do mais fácil para o mais difícil, para eu poder me curar do vaginismo. No entanto, o que veio a acontecer foi que o vaginismo até acabou por ser mais fácil de curar que muitas outras coisas. E quando essa etapa foi ultrapassada, passámos para a condução.

Mais uma vez tenho a dizer que, por mais absurdo que possa parecer eu pagar uma consulta à minha terapeuta para ela andar de carro comigo (sim, eu tenho amigos, e namorado, e família, que podiam fazer isso comigo), com a terapeuta é diferente. Tão diferente como, por exemplo, as meninas que não estão em terapia para curar o vaginismo e pensam "hoje não me apetece fazer exercícios. amanhã também não. já decidi, esta semana estou em baixo, além do que estou cheia de trabalho, por isso não faço exercícios nenhuns" (nota: não estou a criticar-vos: estou a tentar vos ajudar! sempre! acho que vocês sabem isso...). Eu não podia pensar assim. Ou melhor, poder até podia, mas depois tinha que pagar uma consulta para ir dizer à terapeuta "errr...não fiz os exercícios!". E como não gostamos de jogar dinheiro para o lixo e não temos propriamente muito à vontade com a médica para mandá-la dar uma curva quando ela se mostrar indignada por não termos feito os exercícios (já quando se trata do namorado podemos mandá-lo passear - só às vezes :p - se não nos apetecer dar explicações), acabamos mesmo por fazê-los, e por fazê-los sempre! Daí que seja mesmo positivo gastar esses euritos nas consultas. Ainda mais eu que tive a sorte de, até ao fim deste ano, poder pagar menos de metade do valor das consultas pelo facto de os meus pais terem ADSE (vai-te despedindo da vida boa que já está na altura de cresceres...eu sei! mas enquanto se pôde aproveitou-se!).

Isto para dizer que, se não fosse a minha terapeuta, eu, para além de ainda não fazer sexo, também ainda não conseguiria, por exemplo, ir ao supermercado sozinha...coisa que ADORO!! agora vou quase três vezes por semana (antes ia uma só, até porque não é propriamente um dos programas preferidos do meu namorado) só para me sentir útil. E a sensação de chegar a casa, estacionar o meu carrinho, trancá-lo e entrar pelo prédio com as chaves (do carro) na mão?? Sinto-me tão...adulta quando faço isso :p! E quando pude trazer o carro para casa porque o meu namorado decidiu ficar com os amigos a beber uns copos e então não convinha ser ele a conduzir?? Sim, eu sei, coisas que são tão básicas nas vossas vidas que provavelmente nem lhes dão valor, mas para mim cada vez que pego no carro sozinha é ainda uma grande vitória. Bem dizem que a vida é feita de pequenas coisas...eu que o diga :p!
Hoje já vou fazer o percurso final sozinha, do consultório para a minha casa (que basicamente resume-se a atravessar Lisboa, pelo que está nos máximos de dificuldade para mim). Depois desta etapa vencida, acho que posso dizer, finalmente, que sou uma mulher independente, pelo menos neste aspecto. E isso deixa-me TAAAAOOOO feliz! No fim de semana a seguir ao próximo, vou ficar sozinha, e se calhar já pego no meu carrinho e vou ao shopping SOZINHA (em vez de ficar em casa trancada dois dias inteiros porque não me apetece apanhar transportes públicos ao fim de semana)...iupi!!!
Sou incapaz de fazer posts curtos. É mais forte que eu. Tinha mais para dizer mas fica para a próxima. Beijos a todas

Ainda falando em ansiedade...

Tenho outro sintoma bem grave, que me esqueci de vos contar, este por acaso nunca falei com a minha psicóloga (mas também não vejo bem com que tipo de exercícios iamos resolvê-lo)...tenho um hábito doentio de puxar o cabelo...aparentemente estou só mexendo nele mas faço isso a toda a hora e de uma forma obssessiva (confesso que tenho vergonha de descrever esta acção mais detalhadamente para vocês perceberem o quão obsessiva é, mas para quem eventualmente esteja a pensar "eu também brinco com o cabelo a toda a hora" acreditem, não é da mesma maneira. E, para terem uma noção mais clara, esta situação já vem basicamente desde que tenho cabelo com um tamanho minimamente razoável (ou seja, quase desde que existo)...sabem que quando eu era uma criança a minha mãe teve que me cortar o cabelo bem curtinho (à menino) que de tanto eu puxar fiquei praticamente sem cabelo num lado?? E eu às vezes chego a ficar com os meus cortes de cabelo meios "deformados" depois de uns tempos por causa disso....é um sintoma grave, não acham?? Podem ser sinceras! Mas isto não tem como resolver...ou terá?
Enfim, eu sei que não foi um post interessante, mas pode ser útil para não se sentirem tão ET's em relação a algum sintoma de ansiedade que possam ter e que até lerem este post achassem que era muito grave e que, mais uma vez, estavam sozinhas no mundo (se servir para amenizar as mágoas de alguém, já não foi completamente inútil). E por falar em inutilidades, vou-me calar por agora, que isto a esta hora e com tudo o que já fiz hoje não me vai sair nada mais inspirado...acreditem. Portanto, para vosso bem e para o meu também, vou dormir =)!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Problemas de ansiedade

Muitos dos problemas/medos com que nós, (ex)vagínicas (eu continuo com alguns deles), nos debatemos na nossa vida devem-se ao facto de termos uma personalidade ansiosa, típica de mulheres com vaginismo.
Se cada uma pensar no seu dia-a-dia, com certeza conseguem se lembrar de alguma actividade não relacionada com a sexualidade que vos cause ansiedade (claro que toda a gente tem seus stress e problemas, independentemente de ter vaginismo ou não, mas muitos dos nossos obstáculos devem-se a termos esta característica específica). No meu caso, por exemplo, são/foram (algumas já curadas, outras nem tanto): conduzir (um obstáculo que já esteve muito mais longe de ser passado), andar de transportes públicos a horas não perigosas mas que a mim me perturbavam, falar em público, e muitas outras que agora não vêem ao caso.
No início da terapia, como aliás já vos contei, a minha terapeuta mandou-me enumerar, numa escala de 1 a 8, o grau de ansiedade que cada uma dessas actividades "críticas" me causavam, de forma a escolhermos os alvos a abater, um por um! E assim fiz.
E ela ensinou-me uns exercícios respiratórios para ajudar a diminuir a ansiedade, mas que só têm efeito quando ela está mais ou menos entre os níveis 3 e 6, ou seja, num nível médio. Se estivermos muito ansiosas não resulta (lamento desapontar-vos).
Não vai ser fácil descrever o exercício, e provavelmente vai parecer estúpido, e as primeiras vezes que tentarem não vão sentir nada. Mas há que ser persistente. E treinar várias vezes porque, efectivamente, resulta. Comigo resulta. E a explicação para isso tem a ver com o funcionamento do nosso corpo, especificamente da respiração (mas confesso que não me lembro qual é, sorry).
Então vou tentar explicar da maneira mais fácil. Basicamente resume-se a respirar calmamente mexendo apenas a barriga. O peito tem que se manter imóvel. Se pensarem, quando respiram fundo para tentar se acalmar, o peito é praticamente a única coisa a mexer. Mas não, ele tem que ficar parado. Para ganharem o jeito mais facilmente, experimentem pôr a mão sobre o peito, para garantirem que ele não mexe, e tentem mexer só o abdómen enquanto respiram. Atenção, mais uma vez repito, isto só resulta se estiverem com um nível de ansiedade médio no momento.
E ainda quanto às situações que nos deixam ansiosas (desta vez não focando o vaginismo em especial), quando estiverem a fazê-las (e têm mesmo que fazê-las, porque sem prática nunca vão superar esses obstáculos), há ainda mais um truque que devemos respeitar: não parar de fazer as actividades quando estamos no nível mais elevado (ou seja, normalmente depois de qualquer coisa correr mal). Não! Se fizermos isso o nosso cérebro vai cada vez mais associar essa actividade a sofrimento e vamos criar uma aversão cada vez melhor. Por exemplo, no meu caso, se o carro se for abaixo numa subida e eu ficar muito ansiosa, não posso mandar o meu namorado passar para o volante e está resolvido o problema. Não! Tenho que arrancar e continuar a conduzir, e só parar quando tiver num nível baixo de ansiedade. E sim, ele vai necessariamente baixar, isto porque o corpo humano não aguentar mais de poucos minutos no nível máximo de ansiedade (desculpem, a minha psicóloga também me disse mas não me lembro, já foi há mais de um ano). Portanto, toca a cumprir estas dicas que são muito importantes. Em tudo!

P.S. Como é óbvio, todos os terapeutas mandam-nos deixar de tentar a penetração quando começamos o tratamento, logo esta coisa de enfrentar os obstáculos e não os evitar não se adequa às tentativas de penetração nessa fase. Mas vale para tudo o resto!!
P.S.1. Depois quero saber se os exercícios de respiração resultaram convosco! Mas quero sinceridade, ok?